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24/10/11

Descalça vai para a fonte

Eis a mulher erguida num pedestal de pedra e cal. Como é bela a flor esquecida no lago de todas as origens! Anatólia veio à fonte. Pousa descalça e confiante, como um cisne que se prepara para voar. As outras mulheres estão plantadas na água como flores sem raízes. A elas o sal do tempo, Artémis e todas as deusas. Às mulheres as fontes, lagos e todos os jardins de delícias. Se fossem flores, seriam tulipas. Relembram o ventre e o sagrado que jamais nos desabita.
E o véu que as usa?
O véu que mais cega é a ilusão da modernidade
e essa história já se conta nos lagos de cá...

18/10/11

Constantinopla

Gosto de cidades com pássaros cinzentos e mulheres de todas as cores. Gosto de cidades redondas, no centro do mundo todo, como uma esfera de estanho onde tudo se encontra e renova. Gosto de cidades que se cantam num chamamento fiel, um código melancólico de preces que não professo. Gosto de cidades que já tiveram outros nomes. Cidades onde ser é não pertencer a lugar algum.

Se tivesse uma morada seria Istambul.

20/09/11

Museu da Inocência


Foto: Ara Güler

Istambul
(continua)... tal como foi escrito aqui.

02/09/11

Todo o dilúvio é feito à escala de um corpo

Porque dentro de água não há a vertigem dos limites. Não há raízes, apenas algas que apagam o resto dos passos. Todo o movimento é uma corrente que faz avançar, num equilíbrio delicado de passos pesados e mãos soltas. Com Setembro chegam as primeiras chuvas. É mês para viajar. Dentro de umas semanas chega a minha maré alta.

17/05/11

"A" Viagem ...

Quem faz "A" viagem são os viajantes.
Aos Tugatreckers que nunca foram turistas.



«Assim, num primeiro momento, é preciso aceitar os odores de um mercado oriental, os aromas do incenso, do açafrão ou do sândalo de um templo budista, desejar as cores alaranjadas, azuis e violeta de um pôr-de-sol no cume das dunas sarianas, acolher com benevolência o calor seco, brutal e dessecante de um deserto africano, escutar com deslumbramento os gritos dos pássaros raros ou dos macacos-uivadores, o coaxar dos sapos lerdos ou os zunidos dos élitros dos insectos tropicais, descobrir a sombra das ruelas, a frescura das ruas, a obscuridade dos túneis das cidades mediterrânicas, beber a água gelada de uma fonte medieval perdida numa cidade contemporânea, deixar a boca ser invadida pelo sabor de uma papaia, pela violência verde de um limão, pelo gosto amargo contudo caramelizado de um café do Kanyan, ou mesmo pelo tabaco egípcio perfumado com maçã ou pelo ópio chinês, sentir a textura e a porosidade das pedras tombadas de um templo siciliano por onde deambularam filósofos pré-socráticos - sentir violentamente o seu corpo existir na doçura de um instante vivido de uma forma mágica e magnífica.»
Michel Onfray, Teoria da Viagem- Uma Poética da Geografia, Quetzal , pag. 53/54)
Foto: Guatemala, 2009

02/12/10

Swans no Gelo

Os Swans não estão mortos nem velhos, estão de volta! No passado domingo visitaram a cidade de Baudelaire -o maldito- para quebrar o gelo da longa ausência. Os inrockuptibles Swans foram recebidos num cenário burlesco. Paris congelou por estes dias. Um frio de rachar gauleses e neve, muita neve a contrastar com as sombras da cidade. Tal como aqui citado Julien Green refere que a cidade tem outra alma quando os vagabundos saem à rua para povoar bairros que vão para além do mítico Spleen. Paris é vagabunda e silenciosa, boémia e vadia. É sedutora e inebriante. Há cidades assim, perigosas! Paris tem a flânerie e o encanto que faz recordar a outra Lisboa, a outra Praga, a outra Istambul. As cidades e os seus rios... propensas aos (en)cantos de Lautreámont: desconfia delas se te parecerem demasiado belas!
Ao fim da tarde de um Domingo branco, a multidão aglomerava-se à porta do 60éme Rue de La Bellefuille. Saltitante, batendo as luvas em ritmos sincopados para enganar o frio, a fauna era uma estranha mistura de gente, maioritariamente gente que já tem uns anos disto. O rapaz da t-shirt preta, o trintão com óculos de massa tamanho XL, punks e góticos (ainda), gajos barbudos versão farmville, fãs de cabelo escuro, petites filles do irritante look teen dream importado de Brooklyn, casacos de cabedal e bicicletas do outro lado da estrada. Pela fauna podia-se concluir que havia ali muito boa gente que sabia ao que ia, outros tantos nem faziam ideia do que os esperava do outro lado da barricada.
Os Swans entraram a matar, com o estrondo sonoro de "No Words/No Thoughs” sem dó ou piedade. Chegaram, partiram a loiça e nem deram tempo para as típicas exclamações lá do burgo: “ahué, arhrrhrhr... sont les Swans!" Ainda na primeira meia hora, já com os sentidos em desconstrução, sentimo-nos esmagados pelas guitarras, baixo e bateria. Bem perto do Bois de Boulogne os cisnes transformaram-se em patos bravos, aos primeiros acordes já tínhamos perdido o norte. Um concerto que poderia ter sido inventado na alvorada da revolução francesa entre sangue e suor, triunfo e guilhotina. O primeiro tema acabou com uma distorção avassaladora e quem lá ficou já adivinhava o que se seguia: um tareão em modo colosso sonoro.
É incrível a postura de Michael Gira em concerto. Ergue-se no palco como um pregador de massas mas o curioso é que este missionário não usa a palavra. É líder, incapaz de gerar empatia, mas profícuo na devoção cega que naturalmente cria no público. Raios partam a voz do anjo negro! Gira alinhava-se em frente ao palco como sacerdote possuído pelo demo, o ar taciturno de sempre, um suor vibrante, como se quisesse resgatar a Bastilha e arrancar os olhos ao Sarkosy. De costas voltadas para o público incentivava o resto dos mosqueteiros a lançarem a corda e foi em Eden Prison que fomos guiados a toque das cordas e suas reverberações. Liberdade, igualdade e fraternidade o tanas, os Swans dão-nos a música que querem e quem não está preparado para esta frente sonora, mais vale abandonar a sala, emigrar para a Sibéria ou então acaba decapitado. Contas feitas, valeu cada pena do cisne! Contudo a actuação ficou aquém das expectativas. Atendendo ao vasto repertório e ao tempo de ausência da banda, a duração do concerto foi um insulto! Faltou muito mais num concerto que não foi além do último trabalho e de dois temas de Children of God. Espero que o alinhamento e a duração do concerto na Aula Magna seja mais alargado, senão e como bons tugas só nos resta fazer um escândalo. O Gira que se cuide que a malta por cá tem um assobio bem mais acutilante!

05/11/10

En Flânerie, Paris!

Já que falamos em Paris porque não o devido aplauso à Tinta da China:

«Paris é uma cidade de que se pode falar no plural, tal como os gregos falavam de Atenas, porque há muitas parises e a dos estrangeiros só superficialmente tem algo em comum com a Paris dos parisienses. O estrangeiro que cruza Paris de automóvel e vai de museu em museu não suspeita sequer da presença de um mundo que lhe passa ao lado sem que ele o veja. A não ser que se tenha realmente perdido tempo numa cidade, ninguém poderá considerar que a conhece bem. A alma de uma grande cidade não se deixa apreender facilmente, é preciso, para comunicar com ela, termo-nos aborrecido, termos de algum modo sofrido nos lugares que a circunscrevem. Seja quem for, pode, sem dúvida, munir-se de um guia e constatar a presença de todos os monumentos, mas dentro dos próprios limites da cidade de Paris existe uma outra cidade de tão difícil acesso como foi dificíl outrora o acesso a Timbuctu.»
Julien Green

28/09/10

Jóhann Jóhannsson em Lisboa

Quando o sol se vai, as férias acabam, nada como grandes nomes para inaugurar a rentrée, ou seja lá o que for para ajudar o regresso à "Eurolândia". Este é certamente um dos momentos a não perder, sentar no Teatro Maria Matos e continuar a Viajar, para longe, longe...

27/08/10

À procura das cidades de ouro!

Um genérico de ouro para uma viagem coroada de sonhos: Perú e Amazónia! Volto no final de Setembro! Que vos vaya bien!

"Enfant du soleil
Tu parcours la Terre le ciel
Cherche ton chemin
C'est ta vie, c'est ton destin..."

19/08/10

Pisco Sour

Do magnífico documentário de Heddy Honigmann: Oblivion aqui vai a receita para a "Democracia na América" não a democracia de Alexis de Tocqueville, mas a democracia sonhada para a América Latina. Como fazer um Pisco Sour...

10/08/10

Perú Negro

Quema la vida, quema la muerte
Mentira quema la verdad
Quema el amor, quema el dolor
Quema la vela, quema candela
Quema la sangre, quema mis venas
Quema la tierra, quema candela
Quema que quema, quema candela
Quema que quema, quema candela
Quema la sangre, quema mis venas...
Coba Coba
Coba Guarango
Novalima, filmado em La Carmen, uma vila a duas horas do sul de Lima, o coração da música Afro peruana.
E por falar em música afro peruana:

"La negra se menea : landó
debajo'e la batea: landó
samba malató : landó
samba malató: landó
"
Nicomedes de Santa Cruz

18/05/10

Istambul. A cidade do Desassossego.


Istambul a Cidade do Desassossego/ I.

Já era noite quando chegámos a Istambul. Percorremos as ruas da cidade sob um calor diferente que adornava a cidadela branca adormecida sob as muralhas de Teodoro. Ao longo do caminho, pelas janelas de uma van regateada em Ataturk, adivinhava-se Sultanahmet. Longas avenidas polvilhadas por recantos misteriosos. Ao longe, entre colinas e sob as cores do céu asiático, avistavam-se gaivotas de Mármora e pássaros negros do Bósforo, zelando o sono dos minaretes otomanos.
Para trás ficava outra Europa, ameaçada por cinzas de um vulcão nórdico, anunciando ventos de descontentamento crescente que renascem em terras helénicas, estendendo-se aos confins do antigo império de César.

Mas na "Nova Roma" a antiga Constantinopla, sopram ventos tépidos e ébrios que exaltam os sentidos dos viajantes, fazendo esquecer as poeiras da meseta lusitana. As gaivotas saudavam-nos num céu púrpura com voos enigmáticos em torno dos minaretes das mesquitas. Em Istambul não há poeiras vulcânicas (Pamplona afinal, é de outros tempos e rotas), mas existem sombras que se estendem como um tapete vermelho, convidando-nos a descobrir de que matéria são feitos os sonhos. Apesar do calor e do cansaço, saímos para praça Sultanamhet onde os gatos davam as boas vindas aos turistas tardios.
Sob o chamamento dos muezzins, os fiéis de Maomé rezavam com os olhos postos em Meca, entoando cânticos do livro sagrado do Profeta. Cheirava a mar e a castanhas assadas. Entre o norte e o sul, algures entre a história antiga e o poder otomano, ergue-se Hagia Sofia que coexiste, omnipotente, ao lado da Mesquita Azul. É monumental! E quem consegue fazer fotos na primeira noite?

Sem palavras, não há imagens para registar senão na memória. E assim é Istambul, uma cidade deslumbrante que se crava na memória e nos encrava o verbo!

A manhã começa fresca sobre a brisa do mar de prata entre sons e cheiros, sabores e cores. A poucos metros do lugar de Theodora (a imperatriz de Justiniano) largámos algumas liras para visitar o Palácio colossal que adormecia em mil e uma noites os encantos de Sherazade. É obrigatório visitar o Harem, monumento labiríntico de mármore e madrepérola vigiado sob o olhar da Valide (a mãe do sultão) e os segredos eunucos. Nesse Harem onde só o sultão tinha direito às delícias dos véus e aos arrrombos dos banhos de vapor, as paredes guardam os segredos de Iznik. A caligrafia rasgada e imperceptível é abundante. O Harem do Pálácio Topkapi é o museu da arte da sedução, dos abusos da ostentação e do poder. Mas o povo turco é acolhedor e sedutor. De largos sorrisos, gestos arrojados que recordam a herança dos genoveses, é impossível não perder o olhar nas pupilas salpicadas de cores e mistérios, decoradas por uma nostalgia ancestral, aliada à sabedoria e artes de mercadores seculares.

No primeiro dia vagueamos pelos contornos dourados do corno de ouro, o braço de água que se estende do Bósforo, dividindo as margens da parte ocidental da cidade. Esta divisão estratégica é conseguida em parceria com Ponte de Gálata. Por todo o lado há pescadores e gaivotas, pescado e iguarias, mulheres de burca e lenços coloridos, olhos rasgados pelas sombras da Shishedo e outras marcas de cosméticos. Olhares cativantes, sem pudores, como se o corpo tapado por uma espécie de gabardine, anunciasse o fulgor do desejo rendado de henna nas mãos das herdeiras de Fátima.
Istambul é uma cidade patriarcal, sem mulheres no comércio, nos bancos, sem cabeleireiros e lojas de estética (à vista). Nesta cidade não se perdem sonhos nos mitos de Dorian Gray. O presente é vivido com os olhos postos nos traços da face e no desenho dos sorrisos ainda que côncavos e resgatados pelo tempo. Em Istambul oculta-se a beleza mas não há vergonha das rugas.

Homens são muitos, tantos, talvez até demais, espalhados pela cidade como os pássaros que rondam os minaretes das mesquitas e... curioso: estão atentos a tudo! Um descuido e num ápice estamos sentados numa loja de tapetes a beber chá de maçã e a levar a maior "cantada" da vida! É difícil distinguir o termo encantador e enganador. O chá, esse, é muito bom! Todos os turcos são músicos, pescadores, vendedores e sultões, donos da arte ancestral de seduzir, vender iguarias e vãs promessas. E curioso, o piropo turco não é ofensivo, muito menos os olhos esmeralda e mel fixados nos ombros lusitanos ainda não decorados pelo sol de Lisboa. Ao longo da Ponte de Gálata, desenha-se um quadro impressionista com pescadores que ensinam os últimos pregões aos peixes.


Por todo o lado há bazares, bancas e pregões indecifráveis, muitas sombras e árvores frescas nas margens do corno dourado, com putos que se atiram ao rio apesar das medusas oleadas pelos motores pesqueiros e cacilheiros pesados. Há o encanto de um bazar que vende especiarias e sonhos egipcíos, anunciam-se danças dos dervixes que rodopiam na aliança entre a música, o êxtase e o divino.

Existem multicolores delícias de mel e frutos secos, cânticos que chamam os fiéis cinco vezes por dia, igrejas bizantinas e recantos ortodoxos ao longo do corno de ouro. É imperdível e imperdoável não seguir as rotas das antigas relíquias de Constantinopla, escondidas nos bairros que os turistas nem se atrevem a pensar. Em Balat abundam as crianças com os olhares furtados pelo olho de Ara Güller. As mulheres escondem-se nas burcas, nos lenços, em janelas recônditas, mas atrevem-se a sorrir se a turista (de decote abusado) lhes esboçar um sorriso cúmplice. Também há velhas bizarras que rogam pragas aos ombros desnudados. Há meninas das medresses que, num inglês doce e quase perfeito, nos solicitam parcimónia nas fotos. Há mercados de rua de fazer inveja a qualquer grande superfície, mesquitas ao virar de cada esquina, tascas de homens de pele dourada que se perdem num tabuleiro de gamão, chá de maçã e frutos secos. Há romãs, morangos perfumados, framboesas e Portukal, a laranja que é espremida e servida nas bancas de rua. Há carnes suculentas expostas em forma de cone, pão mole insuflado e cheiros intensos a gordura doce, gengibre, cardamomo, canela e pimenta preta.
Galatasaray é onde o peixe se vende com formas de prata e desenhos de platina. Há mosaicos de cores, altares de iguarias que presenteiam os deuses e até os seus inimigos. Existem olhares indiscretos, censuras na língua indecifrável, avenidas longas que alimentam o “Dubai Dream”. Há adolescentes de lenço Kenzo, relógios Armani e ténis All Star. Há livros e lojas de música de perder as horas e os sentidos. Há cisternas com medusas invertidas, túneis e eléctricos que fazem lembrar Lisboa. Aliás, Lisboa é a gémea de Istambul. Se existissem cidades irmãs estas seriam certamente as bastardas nobres da velha Europa. Há engraxadores de sapatos com sorrisos rasgados, vendedores de flores que sorriem para a foto que vai para o país do Cristiano Ronaldo. Há folhados de pistáchio, grão-de-bico cozido com arroz e frango e bancas ambulantes de pão torrado em sésamo e mel.
Istambul é uma cidade gourmet mas é também a uma cidade de desassossegos que apela ao desejo, à luz e à sombra. E por isso, Istambul é uma cidade dourada e maldita, adorada e bendita que reúne sombra e luz numa única perspectiva. É por isso, uma cidade inteira talvez por isso, inquietante e viciante.
As noites são longas e lânguidas entre o chá e o raki... é uma cidade de essências que se respiram e inspiram com sabor a maçã e anis, num cachimbo que borbulha água e perfumes de outras rotas. Há longas horas de conversa e música, e tudo isto até a cidade nos convidar a perder o sono. Há recantos, encantos e os perigos relatados por Ohran Pamuk: a bebedeira dos sentidos e a consciência de os querer perder. Há o encantamento da brisa quente do mar que adorna de véus e perfumes, noites loucas da cidade que adormece em tapeçarias Kilim. Há convites em cada esquina, barcos loucos que atravessam o frenesim das margens, que nos convidam a pisar Ásia e a subir as suas colinas.

E há fado em Istambul, o hüzun, a melancolia turca que se afirma nos crepúsculos de Gálata, que inspirou Pessoa na cidade irmã, escritores e viajantes, vadios e poetas. Sente-se e respira-se uma estranha melancolia. A melancolia da mão que embala o berço... ou não fora Istambul o berço que viu nascer a Europa e a Ásia.
(continua...)

06/05/10

Entre a Europa e a Ásia

Crossing the Bridge: The Sound of Istanbul, Fatih Akın (2005)

Neste documentário, Fatih Akin músico e compositor Europeu prepara-se para captar a diversidade musical de Istambul. Alexander Hacke (Einstürzende Neubauten) deambula pelas ruas de Istambul com o seu estúdio de gravação móvel e "microfone mágico" com o intuito de montar um retrato inspirado da música turca. A viagem leva-o à descoberta de um amplo espectro musical: da moderna eletrônica, rock e hip-hop ao clássico "Arabesque". Alex recolhe impressões e faixas de artistas como neo-psicodélica banda Baba Zula, a fusão DJs Orient Expressions, grupos de rock Duman e replikas, maverick rocker Erkin Koray, Ceza (uma espécie de Public Enemy turcos), breakdance performers Istanbul Style Breakers, digital dervixe Mercan Dede, o famoso clarinetista Selim Sesler, a canadiana Brenna MacCrimmon, a cantora curda Aynur, o "Elvis de Arabesque" Orhan Gencebay e as divas lendárias, Müzeyyen e Senar Sezen Aksu.

03/05/10

Ciclos:Fim do Indie, início da Feira e, dentro de dias, viro-me para Meca!

Pelas primeiras compras na Feira do Livro de Lisboa ...
... é fácil prever o destino a dar à semana que se segue.
Logo à tarde é a vez de correr à Banca da Relógio d'Água e aproveitar o livro do dia. E mais não digo senão ainda esgotam a Lispector.
Com tecnologia do Blogger.




 
Persona: Um blogue, ou coisa que o valha, assinado por SA que um dia se chateou com o anonimato e decidiu testar o poder das siglas.
Um espaço ainda sem o nome da autora mas com registo de autor (a malta aqui não coloca palavras no prego).
Uma parceria sonora e gráfica com o Bitsounds.
Vendemos para fora e fazemos entregas ao domicílio.
Não vamos aderir ao acordo ortográfico.
Blogue não testado em animais!